terça-feira, 22 de maio de 2012

Facebook enfrenta prova de fogo na Bolsa

A entrada do Facebook no Nasdaq não teve o sucesso esperado pelos investidores e novos acionistas.
A entrada do Facebook no Nasdaq não teve o sucesso esperado pelos investidores e novos acionistas.
REUTERS/Brendan McDermid

As ações da rede social mais famosa no mundo estavam em queda na abertura do Nasdaq (Bolsa americana de empresas de alta tecnologia) nesta terça-feira, cotadas a US$34,03%. Ontem, segundo dia da entrada do Facebook no mercado, as ações perderam 11% no encerramento do pregão. O motivo foi a falta de apoio dos bancos encarregados de articular a oferta pública inicial.

Esta semana deve ser crucial para o futuro do Facebook no mercado de ações. A rede pode se encontrar em maus lençóis se o banco Morgan Stanley, um dos encarregados da emissão, deixar de apoiá-la. Outro risco é o da perda de grandes investidores potenciais que estão "sentindo a temperatura" antes de fazer a aquisição.
O Facebook fez sua entrada oficial na Bolsa na sexta-feira passada, tendo negociado 421 milhões de ações, equivalentes a mais de US$ 100 bilhões para a companhia. A aguardada alta do valor não aconteceu e Morgan Stanley acabou interferindo quando as ações caíram, logo depois da abertura. No encerramento, a alta registrada foi de 0,6% em relação ao valor inicial de US$38,23.

Riscos
A grande ameaça desta semana é de que Morgan Stanley não contine sustentando as quedas das ações da rede social, hipótese não descartada pelos analistas econômicos. Para apoiar o Facebook, o maior banco de investimentos do mundo reservou a descoberto 63 milhões de ações, equivalentes a US$ 2,4 bilhões.

Economia brasileira cresce 3,2% em 2012, diz OCDE

  Os países emergentes atravessam uma retomada cíclica moderada de suas economias, segundo o relatório semestral da OCDE divulgado na manhã de hoje em Paris. O Brasil vai crescer 3,2% em 2012 e 4,2% no ano que vem, de acordo com projeções da organização. A zona do euro ficará sem crescimento em 2012. Estados Unidos e Japão registram melhora.  Depois da queda acentuada nos últimos dois anos, a taxa de atividade econômica dá sinais de crescimento na China e na Índia. O PIB chinês deve crescer 8,2% em 2012 e 9,3% em 2013. Na Índia, os economistas apostam numa expansão do PIB de 7,3% este ano e 7,8% no ano que vem. A OCDE assinala que a situação nos países emergentes poderia ser melhor se não houvesse a pressão inflacionária, que atua como um freio ao desenvolvimento.  Economia global ameaçada pelo euro  Segundo a OCDE, a economia mundial retoma progressivamente o crescimento e deve se expandir 3,4% em 2012. Porém, essa retomada é considerada frágil e desigual de acordo com a região do mundo, devido à crise na zona do euro e os riscos de comprometimento global.  A zona do euro ficará sem crescimento em 2012. Enquanto em novembro passado a OCDE ainda tinha esperança de ver uma progressão de 0,2% no bloco de países da moeda única europeia, a situação se deteriorou e agora a organização prevê uma leve retração de 0,1% da atividade. Só em 2013 o PIB da zona do euro voltará a crescer 0,9%.  Esse quadro negativo na Europa é compensado por uma melhora no Japão e nos Estados Unidos, onde se observa uma modesta retomada do comércio e da confiança. A economia americana vai se expandir 2,4% em 2012, contra 2% previstos anteriormente. Já o PIB japonês vai aumentar 2% en 2012 e recuar para 1,5 % em 2013.  Desemprego: taxas diferentes conforme a região  Em seu relatório semestral, a OCDE assinala disparidades na evolução do mercado de trabalho. O desemprego entrou em curva descendente nos Estados Unidos e deve fechar o ano em 8,1%, caindo ainda mais no ano que vem (7,6%), enquanto na Europa a tendência é de aumento do número de desempregados: 10,8% em 2012 e 11,1% em 2013.